Escrevilhando

8. Escrevilhando. Idosos quem são?

8. Escrevilhando. Idosos quem são?

21/09/2023 às 20:47 // Escrevilhando.

Escrevilhando. Idosos quem são?

            Olá, amigo leitor(a)? Tudo bem com você? Desculpe a indiscrição: Qual é sua idade?  Está bem, eu sei que não é uma boa pergunta a se fazer, muita gente não gosta, mas também acho que isso é coisa do passado. Atualmente, as pessoas se orgulham da idade que tem e daquilo que fazem com a idade biológica que a certidão aponta. Já os jovens de hoje aparentam ter muito mais do que seus poucos anos de vida, alguns até décadas a mais.

            Levanto um olhar à geração jovem, onde vemos chegar “velhos” adolescentes. Alguns ajudam, trabalham, colaboram. Mas muito passam o dia no ócio, deitados no sofá, esperando a vida passar, no seu mundo em rede, falam com todos ou não falam com ninguém? Muitos andam curvados, arrastando os pés, se alimentam mal, tem dores, tomam medicações. Se lamentam, resmungam, não criam nada, dormem e acordam tarde, não tem rotina, não sabem fazer muita coisa, recebem tudo pronto ou esperam sempre que alguém faça por ele, como se tivessem um cuidador para sua incapacidade. Para alguns, a adolescência parece o começo do fim. O básico virou tortura como lavar uma louça ou uma cueca, arrumar a cama, organizar o quarto. Palavrões e xingamentos entraram no dicionário jovem e escrever e falar errado virou algo muito normal. Para muitos, é quase um quadro vegetativo. É claro que nada pode ser generalizado, tem muito adolescente batalhando, estudando e com boa base familiar. 

Mas a vida dá uma virada no jogo e os papeis se invertem. A pouco tempo atrás, idoso, era o velhinho cuidado em casa, que fazia alguns “servicinhos” domésticos para se ocupar, assistia a novelinha da tarde, dava uma replantada na horta, esperava a vida passar. Muitos adoentados, iam ao médico, consumiam cartelas e mais cartelas de remédios. Ainda tem alguns poucos exemplares desses vovôs nas cidades. Mas hoje? Onde os idosos estão?

            Me assusta um pouco falar. Trabalho com grupos de idosos com artesanato e teatro e confesso que “eles” me dão uma rasteira. Vão passear toda hora, cantam, dançam, atuam, se arrumam com seu estilo próprio de quem não deve nada a ninguém,  fazem ginástica, alongamento, ioga, pilates, contam histórias e piadas, pulam, fazem festa, dançam flashbach como ninguém e pasmem... Não ia contar, mas vou: Saem a noite para comer Xisburger. Acreditam? Pois é, nas minhas aulas trazem ideias incríveis, arrumam cenário, roupas extravagantes, criam textos, trazem poemas, alguns escritos por eles e eu sempre aproveito todos, esnobam da interpretação e da criatividade. Arrasam. E dão risadas. Riem de tudo o tempo todo, acham graça da vida, riem com seriedade uma risada de responsabilidade, porque eles sabem o que querem e até onde podem chegar.

            E eu lá, aprendendo nesse universo de emoções, saio do grupo descabelada, louca de sede, pois estava correndo como uma doida atrás de um, atrás de outro, é um profe o que tu acha, profe está bom, profe eu vou acrescentar isso no texto, profe costurei certo, profe já terminei. E eu nem tinha respirado direito, ainda. Tudo numa agilidade de puma, com um cérebro conectado e bateria sempre cem por cento. Saio feliz de ver a energia que os idosos de hoje tem. Isso contagia. Eles são os novos adolescentes. Só que têm a energia de adolescente e a sabedoria de quem já viveu e experimentou muito. E o melhor, alguns estão na faixa dos 60, 70, mas também tem os de 80, a poucos passos dos 90. E eu? Correndo atrás deles.

No mês de julho comemoramos o dia dos avôs. Avôs de sangue e avôs do coração. Avôs que estão criando e tentando salvar aquela geração do sofá. Indignados, se esforçando numa grande missão humanitária, podemos dizer. É um orgulho para nossa geração ver e ter os avôs de hoje. Presentes, ativos, saudáveis e felizes, muitos lutando pelos seus direitos, porque a informação também já chegou até eles. Vida longa! Parabéns aos vovôs e vovós do mundo.

            Saudades dos meus avôs, que há muito tempo já partiram. Que lembranças de seus avôs esse texto te traz?

             

 

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