21/09/2023 às 20:49 // Escrevilhando.
Escrevilhando. Pai
Olá querido leitor(a), se você for homem, já pagou todas as contas da casa do Mês? Não? Seus pais pagam para você? Você divide com a esposa e filhos maiores? O dinheiro não foi suficiente e a mãe, aposentada, sempre dá uma força? Se você fosse homem há alguns anos atrás teria essa responsabilidade somente sua. Muitos direitos, mas esse seria seu dever, independente da idade em que assumiu uma família.
Normalmente, junto às suas contas e assumir as rédeas da própria vida, associamos a chegada dos filhos, você se torna Pai. Nossa, PAI! Quanto peso carrega essa palavra. É uma carga de bitrem, um furgão a ser carregado e descarregado a cada mês. Porque vemos pais de todos os tipos, com responsabilidade, os que não reconhecem seus filhos, os que estão no lar, mas não são presentes, os que só pagam a pensão. Mas o bom e velho Pai, aquele cara bonachão, honestíssimo, boa praça, ele existe e sempre existiu. Ele fez e faz de tudo para comparecer, passar os ensinamentos da família dele há gerações, é o que zela pelos bens adquiridos, o que conversa, o que ouve e aconselha. Muitos desses “pais” já tem um bocado de anos, entraram na terceira idade, estudaram pouco e trabalham muito, sim, trabalham no presente, porque os ainda vivos, mesmo com muita idade ainda batalham diariamente. São formados, pós graduados, PHDs em Educação Financeira quando nos ensinam a economizar e pagar em dia nossas contas, em Sociologia quando nos mostram que devemos ser gentis e educados com aquela vizinha chata e rancorosa, em Teologia quando insistem para participarmos da Missa dominical e não só no Natal e na Páscoa. Formados em Medicina e Enfermagem quando amarram talos de babosa (aloe vera) no nosso pé quando o furamos e tem a horta repelta de chás milagrosos para todas as dores. PHD em psicologia quando nos olham com aquele olhar descascador quando não aprovam algo “irregular” que fizemos. Professor, porque em tudo eles têm uma fórmula ou um jeito de ensinar, se pronunciar e avaliar. E no final de tudo percebemos que a resposta é sempre exata e que mais uma vez o “velho” tinha razão.
Pai é pai, é o nosso. Devemos perdoá-lo pelo que não conseguiu fazer, por ter feito só o que sabia fazer. Deixará ensinamentos, exemplos, dores, sequelas? Pode ser... Cada um com o seu. Do pai rígido demais do passado ao pai liberal e bem menos presente em tantos lares hoje, como poderemos esquecer aquele que nos gerou? Indiferente de como foi o seu, ele também carrega sua história e com certeza a dele foi bem mais marcada e difícil do que a sua.
Neste discorro, enfatizo meu pai, homem bom, humilde e muito batalhador. Um tanto capitalista porque para época dele o ser tinha uma relação muito forte com o ter. O quase nada, transformou-se em bastante. Com salário mínimo pagou escola particular para mim e minha irmã. Chegava em casa e dava todo o salário para a mãe, que administrava com unhas e dentes cada centavo. De pedreiro a leiteiro, e como um extra, agricultor, a mim nada faltou. Tínhamos pouco, mas a comida era abundante. Não lembro de ter passado fome. Passei umas gulas, isso sim, porque para doces e guloseimas não tinha, mas a nossa mesa sempre era bonita. E tudo era feito por ele. Sabia o que fazer e como fazer para economizar e ter sempre um pouquinho a mais. Há pouco, passou por um assalto cruel com agressão física e superou, também estamos vendo passar uma crise de identidade onde acumula alimentos com medo de faltar, resquícios de uma infância dura e escassa. E agora a preocupação em quem vai plantar no terreno quando ele não puder mais, sinto cheiro de que vai sobrar para mim. Vejo seus passos lentos do cara que corria incansavelmente, vejo sua mordida enfraquecendo e se queixando que o filé está duro. Vejo os anos lhe acolhendo. Tudo na sua ordem onde posso me orgulhar de ter tido esse pai e no meu caso não teria como ser outro. Carrego seus genes do amor à teimosia. É o que quero ser e dar para minha prole.
Saúde a todos os pais desse mundo!
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